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::. Projectos no Brasil .::

m MISSÃO EM MATA ROMA

1. Aspectos da Missão
Mata Roma é uma cidade da diocese de Brejo, no Maranhão, atendida pelos Missionários da Boa Nova que residem em Chapadinha (onde trabalhou também um Leigo Boa Nova). Como todas as paróquias do interior do Maranhão, Mata Roma é constituída por uma área urbana e uma área rural, articuladas em comunidades cristãs de base.

A Rosa, Leiga Boa Nova, trabalhou com as Missionárias da Boa Nova no campo da pastoral (liturgia, catequese, visitas aos doentes) e na acção social apoiando a formação das jovens e das mães, através de cursos de corte e costura, e ainda a pastoral da criança. A sua missão decorreu de fins de Junho a Dezembro de 2001.


Casa paroquial (onde a Rosa residiu com as Missionárias da Boa Nova) e igreja

2. Testemunho da Rosa
Este é um resumo da minha experiência nas terras do Nordeste Brasileiro, ao longo de 180 dias na cidade de Mata Roma e arredores, onde vivi em comunidade com duas (às vezes quatro) missionárias da Boa Nova, rezando com elas diariamente e partilhando as tarefas domésticas.

Visitei 13 comunidades do interior e participei no encontro das CEB's - Comunidades Eclesiais de Base, assim como no V Congresso dos Trabalhadores Rurais do Baixo Parnaíba, no qual dei a minha colaboração; participei igualmente na Semana Pastoral da Família. Nos últimos tempos fiz catequese ao grupo do crisma, tornando-os participantes no diálogo e fazendo com eles compromisso de vida semanal; orientei um retiro ao Grupo Renovador Carismático.


Visitar os doentes e as suas famílias foi uma das suas tarefas

Organizei o ficheiro dos doentes existentes na cidade e, juntamente com os padres Neves e Pedro, visitei vários doentes. Levava a Sagrada Comunhão todos os Domingos a alguns deles e ajudava-os a valorizar o sofrimento, de modo que me diziam que nunca ninguém os tinha tratado com tanta delicadeza e carinho: "dá-nos grande alegria".

Fui a velórios, rezava e cantava, deixava palavras de esperança na Ressurreição aos familiares e ajudava, sobretudo, aqueles que reagiam muito mal nestas situações. Com um elemento da Pastoral da Criança, pesei crianças dos 0 aos 6 anos de idade, sendo que em casos de desnutrição aconselhávamos o que fazer.


Ajudando na Pastoral da Criança

À noite, de Terça-feira a Domingo, fiz muitas vezes a celebração do terço e da Palavra de Deus e a distribuição da Sagrada Comunhão aos fieis presentes. Aos Domingos cantava os salmos e ensinei quem quis a cantá-los. Ao coral das crianças ensinei uma missa em português, ou seja, cânticos um pouco mais litúrgicos, de que gostaram muito. Com este mesmo grupo ensaiei outras canções e danças e com elas fiz um piquenique. Fui convidada para um momento cultural num colégio, onde desenvolvi o tema "diferenças religiosas" - os professores agradeceram muito a minha presença e colaboração.

Fui a primeira voluntária no hospital de Mata Roma; neste estabelecimento, tive toda a liberdade de irradiar a minha simpatia, não só a nível de doentes como aos funcionários. Foi o momento alto da minha experiência: o meu contacto directo com os doentes fez com que eles se sentissem muito mais corajosos para enfrentar os problemas de saúde e não só, acabando por ver na doença um meio da sua própria santificação. Foi algo maravilhoso!


Trabalhando como voluntária no hospital

Outro aspecto que para mim foi aliciante foi ajudar pessoas que já há alguns anos se sentiam desmotivadas da vida, não tinham vontade de viver, de trabalhar, de ir à missa; chamaram-me e, depois de conversarmos e até de rezarmos, tudo voltou à normalidade; semelhante foi a experiência de contribuir para a paz entre várias pessoas.

Fiz muita costura para as Irmãs e, a pedido do Sr. Padre Neves, fiz opas de Ministros Extraordinários da Comunhão, toalhas para altares e para o ambão, tanto para Chapadinha como para Belo Horizonte (estado de Minas Gerais, onde também trabalham os Missionários da Boa Nova).

A minha maior alegria foi: tudo fazer por Amor e com Amor, pois antes de fazer qualquer trabalho ia sempre falar com Jesus e Maria, para estar e ir comigo aonde quer que eu fosse ou estivesse! Fiz a via sacra às Sextas-feiras. Até mesmo quando regava as plantas ou viajava no ônibus, sempre que possível rezava - gostava imenso de viver unida a Deus em todas as situações.

Vale a pena viver por Amor!

Rosa, 2001

 


OUTROS PROJECTOS JÁ REALIZADOS:
Cidadania Activa

Missão em Chapadinha

 

 
 
 
 
 
 
 
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